Ao horror da guerra pode seguir-se o horror das suas consequências? Durante a II Guerra Mundial milhares de minas antipessoais foram colocadas pelos nazis nas praias da costa dinamarquesa. Depois do conflito centenas de jovens alemães, alguns ainda adolescentes, foram entregues ao exército da Dinamarca para que, com as suas mãos desprotegidas, desmantelassem as minas. Foi num clima de ódio aos alemães, o mesmo ódio que terá motivado Hitler, que estes jovens realizaram a sua tarefa, com as suas vidas em perigo.

Sob a Areia‘, de Martin Zandvliet, nomeado ao Óscar Melhor Filme Estrangeiro e vencedor em vários festivais de cinema, conta esta história verdadeira, em estreia a 3 de janeiro, quarta-feira, às 22h, no TVCine 2.

SINOPSE

Quando a II Guerra Mundial terminou ficou um rasto de destruição pela Europa, destruição humana e destruição de cidades. Mas houve pelo menos duas coisas que continuaram: o ódio, agora visceralmente dirigido aos alemães, e as minas antipessoais deixadas pelos nazis um pouco por todo o continente.

Esses dois elementos aliam-se em Sob a Areia. A costa da Dinamarca terá sido uma das regiões onde foram colocados mais engenhos, já que era nas suas praias que os nazis contavam que os Aliados desembarcassem. Quando o conflito cessou, centenas de jovens alemães foram entregues ao exército dinamarquês, que decidiu que estes rapazes, alguns pouco mais que adolescentes, teriam a missão de desmantelar as minas. Em condições desumanas, sem alimentação devida, com as mãos desprotegidas, os jovens viram-se obrigados, em risco de vida, a limparem as praias da costa dinamarquesa. Mais, foram alvo
do ódio visceral que dominou a Europa na altura, o mesmo tipo de sentimento negativo que alimentou Hitler.