"Amigos e Detectives" (1989), de Roger Spottiswoode conta-nos a história de Scott Turner (Tom Hanks), um jovem detetive, em evolução de carreira, que leva uma vida extremamente organizada.

As circunstâncias da vida mudam o rumo de vida de Scott e ele é obrigado a trabalhar com um parceiro bastante incomum: Hooch, um cão que parece violento, mas na verdade foi criado com muitos maus hábitos.

A história torna-se interessante, apesar de não ser inovadora, por referir-se à recuperação tanto do cão, como do jovem detetive que nem sonhava que precisava de algumas mudanças na sua vida.

O filme em si tem imensas falhas, a montagem é desorganizada com cenas que não agregam à história e as que poderiam agregar não estão bem contadas.

Percebemos que por detrás do drama de recuperação dos dois personagens existe ainda uma espécie de investigação a decorrer, mas esta é pobremente detalhada e tem um desfecho simplista. Chegou a um ponto em que até me lembrei da nossa querida série do Inspetor Max (2004 - 2007).

Apesar dos problemas, o jovem Tom Hanks entrega uma representação carismática e divertida, ainda que nem se compare a outras grandes personagens que já trabalhou.

Se gostas de comédias que tenham cães e detetives, então, este o filme ideal para veres no fim de semana com a tua família.

Com esta crítica a rúbrica 'Cinema Em Casa' chega ao fim de uma temporada, obrigada pela vossa atenção, boas sessões.