Ana Garcia Martins foi a convidada deste sábado do programa "Conta-me". Entrevistada por Maria Cerqueira Gomes, a humorista, influenciadora digital e comentadora do "Big Brother" falou sobre as suas origens — ou não estivesse a entrevista a decorrer no liceu Passos Manuel, em Lisboa, onde estudou —, sobre o seu percurso profissional, televisão e lembrou também momentos marcantes da sua vida.

Assumiu-se como uma boa aluna, muito faladora, e que por isso levava muitos recados na caderneta. Mas Ana Garcia Martins recorda com alegria a sua infância e percurso no liceu lisboeta, onde fez amizades longas e duradouras. Com uma personalidade sarcástica e cáustica, a influenciadora digital assume que quem a conhece de verdade são os amigos e a família, as pessoas que escolhe para estarem consigo.

"Aquilo que as pessoas veem na televisão é o que eu sou no meu dia a dia. Sou realmente sarcástica e percebo que seja cansativo levar comigo sempre neste registo", assumiu Ana Garcia Martins, que também revelou não ser uma pessoa muito dada a grandes demonstrações de amor.

"Não sou a pessoa tipicamente fofinha e amorosa de forma sistemática, mas os meus amigos e família sabem que, quando precisam de mim, estou lá. Existe um coração aqui, existe esse meu lado mais sensível a quem vou mostrando, a quem eu quero", disse A Pipoca Mais Doce.

Maria Cerqueira Gomes abordou também um dos momentos mais marcantes da vida de Ana Garcia Martins, quando perdeu o irmão mais velho aos 18 anos, vítima mortal de um acidente de carro com apenas 22 anos. "Tenho essa noite na cabeça como se tivesse acontecido agora mesmo. O telefone tocou a meio da noite e saltei da cama, instintivamente", recordou a influenciadora digital.

"Lembro-me de o meu pai dizer: 'O Tiago teve um acidente'. E eu perguntei se ele estava no hospital, e o meu pai disse-me que não", contou Ana Garcia Martins, que recorda o momento como surreal. "Ninguém está preparado para encarar uma perda destas".

Mãe de Mateus e Benedita, Ana Garcia Martins afirmou que, hoje em dia, lhe é muito complicado perceber como é que se ultrapassa a morte de um filho. "Não consigo compreender como é que sobrevives a uma coisa destas. Se um filho meu morresse, eu morria também".