Catarina Furtado fez uma reflexão sobre a solidariedade e a atenção para com os outros, em tempos de pandemia. A apresentadora deu uma entrevista à revista Caras, onde abordou a sua experiência no voluntariado e no apoio aos mais desfavorecidos, especialmente as mulheres.

Desde que, em 2000, fui convidada por Kofi Annan, então secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), fiquei muito mais consciente de que não existirmos sem os outros”, salienta sobre o cargo de Embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População. A apresentadora afirma que são “as meninas, as raparigas e as mulheres quem mais sofre as discriminações de diferentes formas”. A pandemia veio agravar as “desigualdades de direitos sociais e económicos para raparigas, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas refugiadas e outras em situação de vulnerabilidade”, em especial nos países mais pobres. “Investir é prevenir custos, não é gastar dinheiro”, conclui a ativista.

A experiência na ONU e a realização dos documentários “Príncipes do Nada” foram importantes para a apresentadora fundar a Corações com Coroa. Uma experiência que a permitiu ganhar competências. “Descobri que tinha de ter a humildade para não falar do que não sabia, disponibilidade para ouvir e dar menos opinião.” Catarina Furtado alerta que as necessidades têm aumentado, nos diversos serviços disponibilizados de forma gratuita pela instituição.

Por último, a comunicadora apela a que se promova “a empatia e espalhar a compaixão” e conclui que, “as pessoas privilegiadas têm de se colocar ao serviço das mais vulneráveis”.