"Não é ficção. Ataques racistas diários.", começa por escrever na publicação que partilhou na passada quinta-feira.

"Dizem de tudo. Que me prostituí para chegar onde estou,(mulher africana é burra. Tem de dormir com alguém para subir na vida), que não entendem como me dão trabalho que é só para brancos, ordenam que me vá embora, ligam para o meu local de trabalho a pedir que seja afastada, (atendi uma dessas chamadas), dizem sua preta tiras o lugar aos portugueses, devias ser violada, tens essa boa disposição irritante, andas na ‘coca... Todos os dias lido frontalmente com uma história imunda".

A acompanhar o texto Conceição Queiroz partilha também  um vídeo onde mostra alguns dos comentários e mensagens.

Apesar de sofrer constantemente este tipo de represálias considera que tem uma estrutura forte para lidar bem com as críticas. A sua maior preocupação são aqueles que sofrem o mesmo tipo de ataques mas que não se defendem. "A minha preocupação são os outros (igualmente destratados) sem a estrutura que me acompanha. É por isso que não deixo de lutar. [...] Peço aos agressores que continuem a atacar-me, mas abandonem quem (ainda) não se defende e fica com cicatrizes para o resto da vida. Há quem esteja a comprimidos e em depressão por causa desta clara forma de terrorismo".

A jornalista faz ainda um pedido para que os negros não baixem a cabeça e não aceitem o desrespeito.

"Não se esqueçam do vosso valor. Não se esqueçam também que eu não desisto de nós!", termina assim o desabafo.