Diogo Infante conversou com Manuel Luís Goucha, este sábado (6), no programa "Conta-me", da TVI. A conversa passou pela carreira do encenador, mas também pela vida pessoal, nomeadamente em relação à paternidade.

O profissional foi educado pela mãe e pela avó. Só conheceu o pai em adulto, com quem não tem uma relação formal de pai e filho. Em vez disso, são "amigos", diz o ator.

"Estamos juntos todos os meses, conversamos, trocamos mensagens e emails"

Aos 3o anos Diogo Infante começou a desejar ser pai, no entanto teve de pensas nas possibilidades. "Para além da forma convencional, havia outras hipóteses que se colocavam e nenhuma me agradava".

"Não quero fazer juízos de valor, mas  não me senti bem em ir à procura numa clinica, em ir à procura de uma barriga de aluguer ou a fazer um acordo com uma amiga. Não quis ir por ai"

O encenador acabou por escolher a adoção, permitindo-lhe ser pai e  "ajudar uma criança", conta. "Foi a melhor decisão que tomei na minha vida."

Diogo Infante conheceu o filho Filipe quando este tinha 7 anos. O processo de adoção durou 9 meses. "Foram seis meses para o processo de adoção e três meses para me telefonarem." No dia da ligação, o ator começou a chorar.

"A sensação foi como se me tivessem dito: 'o seu filho nasceu'".

No dia do seu oitavo aniversário, Filipe foi viver com Diogo Infante e Rui Calapez, companheiro do ator.