Manuel Luís Goucha iniciou o ciclo de entrevistas, no seu programa, aos candidatos à Presidência da República, com André Ventura. A conversa tocou em várias áreas, com a apresentador a dar a sua opinião sobre líder do Chega.

André Ventura negou ser "fascista" e defende que representa uma "direita anti-sistema". "Defender quem não tem voz é considerado como fascista", lamentou o político, que afirma ser uma ideia predominante não só em Portugal como também em toda a Europa. O antigo militante do PSD revela que "todos os dias recebo ameaças de morte a mim e à minha família".

A homossexualidade foi um dos temas abordados. Ventura referiu que "tem muito respeito pela orientação dos outros" e que "nunca me vai ouvir-me dizer que são menores do que os outros" . Contudo, o candidato discorda do matrimónio entre pessoas do mesmo sexo, preferindo "um regime jurídico diferenciado".

A polémica sobre a posição do partido e do candidato a Presidente sobre etnia cigana não deixou de ser referido. "Tenho a certeza que não há nenhuma comunidade em Portugal que tenha um nível de subsidiodependência tão grande como os ciganos", garante André Ventura. Por outro lado, o político afirmou que há cidadãos ciganos que reconhecem que "muitos vivem de esquemas e de subsídios do estado, preferindo não fazer nada". O candidato deixou sem resposta à pergunta ao comunicador sobre se já tinha tentado contactar associações representativas da etnia para saber os problemas enfrentados pelos ciganos.

No decorrer da entrevista, Manuel Luís Goucha referiu que o candidato tem um "estilo trauliteiro e brigão". "O senhor cavalga sobre o descontentamento das pessoas. Você diz as verdades que as pessoas querem ouvir", disse Goucha, na conversa.

O próximo candidato à Presidência da República a ir ao programa "Goucha" é Vitorino Silva, já esta sexta-feira, dia 8 de janeiro.