Inês Herédia tem uma energia e alegria contagiantes. Não tem receio das palavras nem dos sentimentos que vive junto da mulher, Gabriela Sobral, mas tem medos, em especial desde que foi mãe dos gémeos Luís e Tomás, de dois anos. Medo de que os seus filhos cresçam sem ela ou sem saberem suficientemente o quanto os ama”, escreveu a Revista Caras.

Numa entrevista ao Correio da Manhã, a atriz disse que “dos 14 aos 16 dizia que não queria ter (filhos), preferia adotar porque havia muitas crianças que não tinham pais. Mas depois comecei a desejar imenso, principalmente quando percebi que era homossexual. Percebi que ia estar privada disso. E quando percebes que não vais poder ter, é que se calhar queres", revelou.

Herédia avançou que apesar de nunca se ter manifestado muito sobre o desejo de ser mãe, sempre sentiu que seriam gémeos e que, no momento em que soube que estava grávida e a médica lhe disse que eram dois, começou "logo aos gritos, a chorar, foi uma alegria", rematou emocionada.

No início de 2020, a atriz deu espaço, no perfil de Instagram, aos fãs para colocarem perguntas e a maternidade foi um dos principais temas abordados. No entanto, quando questionada sobre a vontade de ter mais filhos, a intérprete mostrou-se reticente.

Sempre quis ter no mínimo três. Neste momento, já não sei bem”, começou por afirmar Inês Herédia. “A responsabilidade de pôr uma criança no mundo é garantir que temos tempo para as educar e amar. As nossas vidas são muito rápidas, o trabalho consome muito tempo e o tempo é o ingrediente mais importante para a formação de uma criança”, explicou, garantindo que a “decisão está em aberto”.

“I Would Do It Again”

Inês Herédia apresentou um tema musical inédito no início de novembro de 2020.  Trata-se de “I Would Do It Again”, uma música inspirada em histórias de amor e cujo videoclipe tem a participação de Ana Sofia Martins.

Neste tema, as duas surgem em casas opostas, numa referência ao isolamento vivido devido à atual pandemia, como medida de se prevenir a propagação do novo coronavírus. Ainda assim, as duas conseguem entrar em contacto, recriando um romance à distância.

A história de quem se apaixona e voa antes de encontrar o chão outra vez e criar um hematoma nas costas. A história de quem prefere o hematoma por ter caído do que por carregar mochilas pesadas demais. A história de quem sabe que o hematoma é inevitável. Seja lá isso o que for”, escreveu Inês Herédia dias antes de apresentar o tema, explicando a inspiração que a levou a escrevê-lo.