Após uma interrupção de cinco meses causada pela pandemia, o processo de libertação de emissores da TDT fica concluído. Esta operação de migração da TDT abre portas à 5G em Portugal.

O passado dia 18 de dezembro ficou marcado pela alteração do emissor do Pico do Arco da Calheta, terminando o processo de migração da TDT. Iniciado em fevereiro e interrompido entre março e agosto, esta operação pretendia mudar 243 emissores e envolveu cerca de 100 trabalhadores.

Isto surge da necessidade de libertar as frequências na faixa dos 700 megahertz para o desenvolvimento da tecnologia 5G.

Para a Anacom, esta mudança traz uma “melhoria das condições de receção do sinal de TDT por via terrestre”. Ao leque de canais disponibilizados em sinal aberto e que as pessoas não viam “por desconhecimento e/ou por não saberem fazer a sintonia dos recetores” estão a RTP3, RTP Memória e Canal Parlamento.

Apesar de terminada a operação, a Anacom manterá equipas no terreno para prestar apoio domiciliário a quem não consegue sintonizar a televisão ou utilizar o descodificador de TDT. Relembra que os apoio para a compra de equipamento de receção do sinal terrestre se manterão até final de 2023 (mais informação disponível em http://tdt.telecom.pt/suporte).

Ainda segundo a reguladora, o sinal TDT chega a 100% da população e, com esta migração, 94,5% poderão receber o sinal por via terrestre, ao passo que os restantes 5,5% poderão aceder ao serviço através do satélite.

Com o fim da migração da TDT, ficam disponíveis todas as frequências na faixa dos 700 megaherz para que se possa implementar o 5G. Esta tecnologia é 10 a 20 vezes mais rápida que o 4G e suportará mil vezes mais tráfego do que as atuais redes.