No passado mês de dezembro, Nuno Artur Silva revelou, numa audição no Parlamento, que o Governo decidiu avançar com a decisão de incluir mais dois canais públicos no serviço da TDT: a RTP África e um novo canal de conhecimento.

Acontece que a Comissão de Trabalhadores afirma que este anúncio pressupõe o fim da RTP Memória. O fim deste canal é completamente condenável por parte da CT, que acrescenta que o tal documento que pressupõe o fim da RTP Memória não tenha nenhum tipo de sustentabilidade técnica nem financeira.

«O fim da RTP Memória é um erro grave: a expansão faz-se por acréscimo, não por substituição»

«Caso decida que tal serviço de programa, no todo ou em parte, deixe de existir como serviço autónomo, a concessionária deverá iniciar um novo serviço de programas dedicado aos públicos infantis ou juvenis, que ocupará, total ou parcialmente, a reserva de capacidade até aqui atribuída ao serviço de programas RTP Memória», diz a Comissão de Trabalhadores sobre a possível mudança de programação do canal. Acusou ainda o Governo de não se posicionar em relação a esta questão que, a seu ver, é importante.

Alem disso, segundo a CT, a RTP Memória é o serviço perfeito para o tipo de plataforma que é a TDT e o público-alvo que ele abrange. «Na verdade, se alguém quisesse hoje imaginar um serviço de programas específico para aquela plataforma, talvez fosse difícil fazer melhor», acrescenta.

Contudo, não põe de parte a solução de criar alguns programas infantis e juvenis, dado a desertificação do envelhecimento do interior do país.