Numa altura em que Portugal ultrapassa a pior fase a nível de saúde pública dos últimos tempos, com elevados números de infetados e de mortes (por Covid-19) por dia, Rui Maria Pêgo considera que ser figura pública dá a responsabilidade de falar para tentar mudar mentalidades e contribuir para uma sociedade melhor.

"A circunstância de ter uma profissão com visibilidade pública acrescenta a dimensão do megafone. Usá-lo é fundamental para agitar consciências e provocar debate. As vozes existem e têm de ser usadas. Esta é a altura de olhar e ver quem precisa de ajuda", afirma.

E acrescenta ainda que é muito importante passar as mensagens de forma clara e sem rodeios. "Temos de levar a coisa para o concreto: estamos a viver uma catástrofe. Pôr um filtro bonito do Instagram por cima não resolve nada".

Quanto à forma como tem lidado com toda esta situação de pandemia, Rui assume que deve à família o facto de se manter mentalmente saudável. "Tenho limitado o meu consumo de redes sociais e de notícias, muitas vezes sem sucesso. É muito importante tomarmos conta da nossa saúde mental. Devo alguma da minha sanidade mental também à minha família e à sua capacidade de pôr as coisas em perspetiva".

Apesar de admitir que não tem sido fácil, garante que não se deixa ir abaixo com o vírus porque tem esperança de dias melhores.

O radialista considera-se ainda uma pessoa com sorte por ter trabalho em altura de pandemia. O espetáculo "Romeu e Julieta" que estava a preparar, no Teatro do Bairro, foi adiado e não tem data de regresso, mas Rui Maria Pêgo continua a fazer rádio, através do seu programa na Rádio Comercial.

                                                                                                                     Fonte: Caras