“Beatriz, pode ser só paranoia minha, mas…. Encontrei a mãe caída nas cavalariças”, diz à irmã. “Ela disse que estava com saudades dos cavalos e foi lá para os ver”. A rapariga não compreende como Eduarda chegou lá sem ajuda de alguém. “É estranho, sim. Mas pior que isso é que o garanhão estava solto e havia um atrelado lá fora", conta Afonso Maria.

Para Beatriz esta história está cada vez mais surreal: "Um atrelado... Estás a dizer que a mãe ia levar o Garanhão?". Na opinião de Afonso, o Garanhão é o melhor cavalo da herdade e portanto o mais valioso sendo que a mãe continua desesperada por obter dinheiro.

Afonso lança a questão: Será possível que Eduarda, na verdade, consiga andar e apenas esteja a fingir? Mas a irmã não acredita nessa possibilidade: "Não. Impossível. Há exames. O médico atestou a paraplegia. O Tiago leu". Ainda assim, Afonso não acha descabido: "É de loucos, eu sei, mas a primeira coisa que me passou pela cabeça quando vi a cadeira vazia foi que a mãe se tinha posto em pé para soltar o cavalo e enfia-lo no atrelado”. Beatriz continua a não crer nessa teoria: "Ela já nos enganou muitas vezes, mas isso... não pode ser."

Afonso lança a questão: Será possível que Eduarda, na verdade, consiga andar e apenas esteja a fingir? Mas a irmã não acredita nessa possibilidade: "Não. Impossível. Há exames. O médico atestou a paraplegia. O Tiago leu". Ainda assim, Afonso não acha descabido: "É de loucos, eu sei, mas a primeira coisa que me passou pela cabeça quando vi a cadeira vazia foi que a mãe se tinha posto em pé para soltar o cavalo e enfia-lo no atrelado”. Beatriz continua a não crer nessa teoria: "Ela já nos enganou muitas vezes, mas isso... não pode ser."

Entretanto, Eduarda apressa-se a sentar-se assim que ouve a voz do filho. Ela está a tentar aceder a um armário quando ele entra e oferece-lhe ajuda. Está a tentar chegar a uma chávena e apela-lhe ao sentimento: "Sabes que chávena é esta? Era a tua preferida quando eras miúdo. Tinhas sempre de beber por esta chávena. Eras tão querido... e teimoso".

No entanto, ele mantem a postura e pede-lhe que não tente fazer o papel de mãe querida. “Ficas ridícula” atira. Eduarda questiona: “Só falta dizeres que estou nesta cadeira porque quero! Que estou a fingir que estou paralítica" e Afonso confirma: "Sabes que isso já me passou pela cabeça”

A vilã não quer acreditar no que o próprio filho pensa dela: "Como é que podes ser tao cruel? Eu sem sentir as pernas e tu a gozares comigo". Ele insiste: "Não serás tu que estás a gozar? O que é que ia acontecer se eu espetasse um garfo na tua perna?". Ele segura num garfo que está na mesa e a mãe apercebe-se de que os filhos estão cada vez mais perto da verdade. Num ato de desespero diz ao filho:  "Queres ver o que acontecia?" E surpreendentemente espeta o garfo, varias vezes, numa perna sobre a roupa fingindo que nada sente. Afonso fica perplexo com o que está a ver à sua frente.

Fonte: Maria